sábado, 17 de dezembro de 2022

A última batalha

 Depois de quase 30 dias, a Copa do Mundo está chegando ao fim. Amanhã, a partir das 12h, Argentina e França disputam a taça mais importante desse esporte e encerram os trabalhos desse torneio luxuoso, preconceituoso e repleto de surpresas futebolísticas.

A última batalha irá marcar a despedida de um dos maiores craques da história, Lionel Messi que enfrentará um dos melhores jogadores da atualidade e doze anos mais novo, Kyllian Mbappé. O confronto também será o reencontro das duas seleções em uma partida eliminatória. Na Rússia, em 2018, os franceses levaram a melhor e mandaram a seleção da baderna argentina de volta para casa.

O aperto no peito dos amantes da bola está forte, porque não é apenas uma final e sim a última dança de diversos jogadores nas suas seleções, respectivamente. Com todos esses ingredientes não tem como a partida ser ruim e uma certeza nos teremos, o título estará em boas mãos.

Imagem: Reprodução




quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Griezmann, o jogador invisível.

 Ele chegou ao Catar com poucos minutos de atuação, no Atlético de Madrid e sem o mesmo status do último mundial. Os gols nesta temporada não são muitos, assim como as comemorações tradicionais, mas Antoine Griezmann vem mostrando neste mundial que tudo isso não influenciou em nada a sua performance perfeita.

O jogador invisível que poucos falam tem um papel importante nessa equipe francesa. Ele marca como Viera, ataca como Henry e distribui assistências como Zidane, porém o gol ele deixou com os atacantes da equipe, entre eles Giroud que não balançou as redes, em 2018, diferente de Griezmann.

No seu terceiro mundial, o francês de hábitos sul-americanos e apreciador do tradicional mate se tornou um excelente meia nessa disputa, e colocou a vaidade de todo atleta no lixo em prol de um bem maior, o time. Com isso deixo uma pergunta: Será que todo atleta aceitaria isso?

Coroado com mais uma final, ele merece estar na seleção da Copa e dependendo do resultado, quem sabe ganhar o prêmio de melhor jogador. Feliz é o torcedor francês que poderá saborear o seu vinho na final e também o técnico do Atleti, Diego Simeone, que ganha mais uma opção para seu elenco.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

O último ato de um craque argentino

 No próximo domingo, 18 de dezembro, as 16 horas o mundo estará ligado na televisão para assistir o último ato de um dos maiores jogadores de todos os tempos, Lionel Messi. O argentino que chega para sua segunda final de Copa do Mundo irá se despedir da competição e quem sabe da seleção.

Disputando o seu último mundial, o craque parece estar flutuando em campo e comandando com maestria a sua equipe. Como muitos estão falando, Messi está cada vez mais parecido com Don Diego Maradona, e sua postura contra a Holanda ilustra essa comparação. Já diante da Croácia dispensa comentários.

Acredito que a performance de ontem foi um colírio para os amantes da bola, porém confesso que assisti outras melhores do astro. Louco ou outro adjetivo? Não, mesmo. Falo isso, porque o talento do argentino é tão grande que atuações como a das semifinais parecem normais quando pensamos em outras como diante o Bayern, em 2015.

Agora chegou a hora de escrever o último capítulo e coroar com chave de ouro. A cereja do bolo é a taça mais cobiçada do futebol e Messi parece disposto a seguir os passos, de Don Diego e repetir o mesmo gesto de um dos maiores jogadores, em 1986.

Foto: Alexandre Battibugli/Placar 


segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Quatro países lutam por um único objetivo

 Depois de quase um mês da principal competição de futebol do mundo, apenas quatro seleções seguem na luta pela Copa. Argentina, Croácia, França e Marrocos começam a decidir seus respectivos futuros no torneio, amanhã (13).

Os duelos prometem ser equilibrados e será aberto logo com Argentina e Croácia. O jogo que poderá levar a seleção europeia para sua segunda final consecutiva, também apresenta um ar de revanche dos hermanos que, na Rússia, em 2018 foram massacrados pelos croatas ainda na segunda rodada da fase de grupos.

A Croácia chega com alta moral depois de eliminar a poderosa seleção brasileira nos pênaltis e silenciar boa parte dos críticos. Comandada pelo craque, Luka Modric que com seus passes perfeitos e uma dinâmica precisa segue regendo o time, a equipe não deseja morrer no deserto e partir para o terceiro lugar.

Já a Argentina, conta com um Messi brigador, talentoso e extremamente decisivo. No melhor estilo, Diego Maradona, ele é o cara dos hermanos que depois de 36 anos podem garantir o seu tri, no Catar.

No dia 14, o duelo é entre colonizador e colonizado. A primeira seleção do continente africano a chegar na semifinal da Copa, Marrocos foi colônia francesa até 1956, quando conseguiu sua libertação. Dessa vez, os árabes que venceram toda Península Ibérica, neste torneio, não pretendem ter pena dos franceses e desejam escrever mais um belo capítulo na história do país.

Atual campeã do mundo, a França chega como favorita e deseja não ser surpreendida. Mesmo com sete desfalques, a equipe parece não sentir falta dessas baixas e segue competitiva e entregando o que todos esperavam. Para alguns jogadores essa será a última dança, e terminar com mais uma medalha no peito seria o final de novela ideal.

A tristeza já está batendo, porque a Copa está chegando ao fim. Mas, chega de chorar e vamos aproveitar os últimos dias dessa disputa que deixará saudades e cicatrizes.

Foto: Infoesporte